O Pantanal oferece mais do que safaris fotograficos. Do voo de ultraleve sobre a planicie ao encontro com ariranhas no Refugio do Rio Negro, cada experiencia revela um recorte unico do bioma. Veja como escolher a sua.
O Pantanal concentra a maior biodiversidade de aves e mamiferos do Brasil, com mais de 650 especies de aves e 80 de mamiferos registradas em monitoramentos do ICMBio (2023). Para quem busca experiencias genuinas, o bioma oferece roteiros que vao do safari classico ao sobrevoo de ultraleve, passando por encontros com ariranhas e jacarés. Cada atividade exige planejamento, a estação seca (junho a outubro) concentra os melhores avistamentos, enquanto a cheia (novembro a maio) transforma a paisagem em um mosaico aquático. Abaixo, 13 experiencias ordenadas por relevância para o visitante que prioriza contato com a vida selvagem e autenticidade cultural.
1. Safari fotográfico na Transpantaneira
A estrada de terra que liga Poconé a Porto Jofre é o corredor mais produtivo para avistamento de fauna no Pantanal. Em 145 km, é possível registrar onças-pintadas, capivaras, tamanduás-bandeira e dezenas de aves como tuiuiús e araras-azuis. O monitoramento do Projeto Onçafari (2022) contabilizou 48 avistamentos de onça-pintada em um único mês nesse trecho.
2. Passeio de barco no Rio Paraguai
Navegar pelo Rio Paraguai permite observar a vegetação ripária e a fauna aquática de perto. Os barcos partem de Corumbá ou Cáceres e incluem paradas para observação de botos-cor-de-rosa e jacarés. O período de cheia amplia o acesso a áreas alagadas, com maior concentração de aves aquáticas.
3. Observação de ariranhas no Refúgio do Rio Negro
A região do Refúgio de Vida Silvestre do Rio Negro, em Aquidauana, abriga uma das maiores populações de ariranhas do Pantanal. O passeio guiado por monitores do ICMBio permite acompanhar a atividade dos grupos familiares, que caçam peixes nas margens. O melhor horário é no início da manhã.
4. Voo de ultraleve sobre a planície alagada
Sobrevoo com ultraleve ou monomotor oferece uma perspectiva aérea do mosaico de lagoas, corixos e campos inundados. Empresas como a Pantanal Aventura, em Corumbá, operam voos de 30 a 60 minutos. A visão do encontro das águas do Rio Paraguai com o Rio Miranda é um dos pontos altos.
5. Cavalgada em fazenda pantaneira
Fazendas históricas como a Fazenda Santa Clara, na região de Miranda, oferecem cavalgadas guiadas por peões. O percurso cruza campos abertos e mata ciliar, com paradas para observação de cervos-do-pantanal e emas. A atividade dura de 2 a 4 horas e inclui café típico.
6. Pesca esportiva do dourado no Rio Cuiabá
O dourado é o peixe mais cobiçado da pesca esportiva no Pantanal. A temporada vai de junho a novembro, com destaque para o trecho entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger. A prática é regulamentada pelo Ibama, com cota de captura de um exemplar por dia por pescador.
7. Trilha noturna para observação de mamíferos
Guias especializados conduzem caminhadas noturnas em áreas como a RPPN Sesc Pantanal. Com lanternas de luz vermelha, é possível avistar tamanduás-mirins, jaguatiricas e jacarés. A atividade dura cerca de 2 horas e exige calçado impermeável.
8. Visita ao ninhal do Tuiuiú na Estrada Parque
A Estrada Parque, em Poconé, concentra um dos maiores ninhais de tuiuiús do Brasil. Entre julho e setembro, os ninhos abrigam filhotes e a movimentação das aves é intensa. O acesso é livre, mas a observação com binóculo melhora a experiência.
9. Canoagem em corixos da Serra do Amolar
A região da Serra do Amolar, em Corumbá, oferece canoagem por canais estreitos entre a vegetação. O silêncio permite aproximação de aves como o socó-boi e o biguá. O passeio é conduzido por guias locais e dura de 3 a 4 horas.
10. Pousada em comunidade ribeirinha
Comunidades como a de São Pedro de Joselândia, em Poconé, recebem visitantes em pousadas simples. A experiência inclui alimentação caseira, passeios de canoa e contato com o modo de vida pantaneiro. O valor médio por diária gira em torno de R$ 150.
11. Observação de onças-pintadas no Refúgio do Rio Negro
Além das ariranhas, o Refúgio do Rio Negro é ponto de avistamento regular de onças-pintadas. O monitoramento do Projeto Onçafari registrou 12 indivíduos diferentes na área em 2023. A observação é feita de barco, com distância segura.
12. Passeio de bote inflável no Rio Aquidauana
O bote inflável motorizado permite navegar em áreas rasas e acessar locais onde barcos maiores não chegam. A rota inclui paradas para banho em lagoas e observação de capivaras. A atividade é recomendada para famílias.
13. Visita ao Museu do Pantanal em Corumbá
O Museu do Pantanal, instalado no antigo prédio da Alfândega, reúne acervo sobre a história natural e cultural da região. Exposições sobre a fauna, a pecuária e as comunidades indígenas complementam a imersão. A entrada custa R$ 10.
Como escolher a experiência ideal
Para quem prioriza avistamento de onças, o safari na Transpantaneira é a melhor opção. Viajantes em família podem optar pelo bote no Rio Aquidauana. Já quem busca imersão cultural deve considerar a pousada em comunidade ribeirinha. O planejamento antecipado e a contratação de guias locais credenciados garantem segurança e qualidade.
FAQ
Qual a melhor época para fazer safari no Pantanal?
A estação seca, de junho a outubro, concentra a fauna nas margens dos rios e facilita o avistamento. O período de cheia, de novembro a maio, é ideal para navegação e observação de aves aquáticas.
Quanto custa um passeio de barco no Pantanal?
O valor varia de R$ 80 a R$ 250 por pessoa, dependendo da duração (2 a 8 horas) e da inclusão de guia e alimentação. Passeios privativos podem custar até R$ 500.
É seguro fazer trilha noturna no Pantanal?
Sim, desde que acompanhado por guia experiente. O uso de lanternas de luz vermelha evita perturbar os animais. Recomenda-se calçado fechado e repelente.
Como chegar à Transpantaneira?
O acesso é pela BR-070, partindo de Cuiabá (100 km até Poconé). A estrada de terra exige veículo com tração 4x4 na cheia. Durante a seca, carros comuns conseguem percorrer o trecho.
Qual a diferença entre Pantanal Norte e Pantanal Sul?
O Pantanal Norte (Mato Grosso) é mais acessível e concentra a Transpantaneira e o Refúgio do Rio Negro. O Pantanal Sul (Mato Grosso do Sul) oferece a região de Miranda e Aquidauana, com menor fluxo turístico.
Posso visitar o Pantanal por conta própria?
Sim, mas a contratação de guia local aumenta as chances de avistamento e a segurança. Roteiros independentes exigem veículo próprio e conhecimento das estradas.
A newsletter de viagem da Eco Pantanal Extremo
Destinos escolhidos a dedo e roteiros sem pressa, no seu e-mail. De graça.