Viajar para o Pantanal pode ser mais acessível do que parece. Com planejamento, é possível economizar com hospedagem, transporte e alimentação sem abrir mão da experiência. Veja 9 dicas práticas para reduzir custos e aproveitar o bioma.
Viajar para o Pantanal não precisa ser sinônimo de gastos elevados. Com planejamento, é possível cortar custos em hospedagem, transporte e alimentação sem abrir mão da experiência de observar a fauna e a paisagem do bioma. As 9 dicas a seguir foram pensadas para quem quer aproveitar o Pantanal com orçamento enxuto.
1. Escolha a época certa
A estação seca (abril a outubro) concentra a maioria dos turistas, mas também oferece mais opções de hospedagem e transporte com preços competitivos. Em julho, pico de visitação, os valores sobem. Se o objetivo é economizar, maio, junho e setembro apresentam boa relação entre avistamento de animais e tarifas mais baixas.
2. Hospede-se em pousadas fora dos roteiros principais
As pousadas na região de Miranda e Aquidauana costumam ser mais em conta do que as da Transpantaneira. Um estudo de 2022 do Instituto de Turismo do Mato Grosso do Sul apontou que a diária em pousadas de Miranda fica, em média, 30% abaixo das da Estrada Parque. A infraestrutura é mais simples, mas o acesso à fauna é igualmente rico.
3. Negocie pacotes com agências locais
Agências de turismo receptivo em Campo Grande e Cuiabá oferecem pacotes de 3 a 5 dias que incluem traslado, hospedagem e passeios. Em vez de reservar cada serviço separadamente, peça um orçamento fechado. A margem de negociação é maior entre março e junho, antes da alta temporada.
4. Use voos com antecedência e conexões estratégicas
Os aeroportos de Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT) recebem voos de todo o país. Comprar passagem com 60 a 90 dias de antecedência reduz o valor em até 40%, segundo dados de 2023 da plataforma Kayak. De Campo Grande, o trajeto de ônibus até Miranda custa cerca de R$ 60, contra R$ 400 de táxi.
5. Opte por transporte compartilhado
Grupos de até 4 pessoas podem dividir o custo de um carro alugado ou de um transfer privado. Em 2023, o aluguel de um carro popular em Campo Grande saía por aproximadamente R$ 120 por dia. Dividido entre 4 pessoas, o valor cai para R$ 30 por dia, mais combustível.
6. Alimente-se em restaurantes locais
Restaurantes dentro de pousadas costumam cobrar R$ 60 a R$ 80 por refeição. Já os restaurantes nas cidades vizinhas, como Corumbá ou Poconé, oferecem pratos por R$ 25 a R$ 40. Peça indicação aos moradores ou ao pessoal da pousada para encontrar os melhores custo-benefício.
7. Leve equipamento básico de campo
Binóculos, cantil e protetor solar são itens que, se comprados no destino, custam até o dobro. Levar de casa um binóculo simples (a partir de R$ 100) evita gastos extras e melhora a observação de aves e mamíferos. Uma garrafa térmica de 1 litro reduz a compra de água engarrafada.
8. Priorize passeios autoguiados em trilhas
Algumas pousadas e áreas de proteção, como a RPPN Sesc Pantanal, permitem caminhadas sem guia. O custo de entrada é baixo (cerca de R$ 20 por pessoa em 2023) e a experiência é autônoma. Leve mapa e informe-se sobre os horários de funcionamento.
9. Evite comprar souvenires em pontos turísticos
Artesanatos vendidos em pousadas e mirantes têm preço inflado. Prefira comprar em feiras de artesãos em Corumbá ou Cuiabá, onde o valor é até 50% menor. Um colar de sementes pode custar R$ 15 na feira e R$ 35 na pousada.
FAQ
Qual é a principal base da economia do Pantanal?
A pecuária extensiva é a base econômica histórica do Pantanal. Cerca de 80% do território é formado por fazendas que criam gado de corte. O turismo ecológico, no entanto, vem crescendo e já representa uma fonte complementar de renda para muitas propriedades.
O que podemos fazer para ajudar o Pantanal?
Escolher operadores de turismo que adotam práticas sustentáveis, como o uso de energia solar e a destinação correta de resíduos, contribui para a conservação. Doar para ONGs que atuam na região, como o Instituto Homem Pantaneiro, também é uma forma direta de apoio.
Qual o melhor mês para ir ao Pantanal?
Julho e agosto são os meses de maior concentração de fauna, mas também os mais caros. Para quem busca economia, maio e setembro oferecem bom avistamento e tarifas mais baixas. O período de cheia (novembro a março) dificulta o deslocamento e reduz a visibilidade dos animais.
Qual é a atividade econômica mais importante do bioma Pantanal?
A pecuária de corte é a atividade econômica mais relevante, responsável por grande parte da ocupação do solo. O turismo e a pesca esportiva vêm em segundo lugar, com impacto crescente na economia local, especialmente em municípios como Corumbá e Poconé.
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