Estudo do Inea aponta que a zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas médias, com diferença de até 5°C em relação à zona sul. O fenômeno está ligado à urbanização e à falta de áreas verdes.
A zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas, aponta estudo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A diferença térmica em relação à zona sul pode chegar a 5°C, segundo dados de monitoramento de 2024. O fenômeno, conhecido como ilha de calor urbana, é resultado da combinação entre urbanização intensa, baixa cobertura vegetal e materiais que retêm calor.
A zona norte do Rio de Janeiro registra temperaturas até 5°C mais altas que a zona sul, segundo estudo do Inea. O fenômeno, conhecido como ilha de calor, é intensificado pela alta densidade de construções, asfalto e pela menor cobertura vegetal na região.
O que diz o estudo do Inea
O levantamento do Inea, divulgado em 2024, analisou dados de estações meteorológicas espalhadas pela cidade. A zona norte, que inclui bairros como Madureira, Méier e Tijuca, apresentou médias térmicas consistentemente superiores. Na zona sul, áreas com maior cobertura vegetal, como a Floresta da Tijuca, funcionam como reguladores térmicos, reduzindo a temperatura em até 3°C.
A diferença é mais acentuada nos meses de verão. Enquanto Copacabana registra máximas em torno de 35°C, bairros como Irajá e Bangu podem ultrapassar 40°C (Inea, relatório de ilhas de calor, 2024). O estudo também aponta que a temperatura mínima noturna na zona norte é até 4°C mais alta, o que agrava o desconforto térmico.
Causas da ilha de calor na zona norte
A zona norte concentra maior densidade de edificações e pavimentação asfáltica, materiais que absorvem e reemitem radiação solar. A falta de áreas verdes agrava o quadro. Enquanto a zona sul tem 15 m² de área verde por habitante, a zona norte tem menos de 5 m² (Inea, cobertura vegetal, 2024). A topografia também contribui: a região é mais plana e abrigada dos ventos marítimos que refrescam a zona sul.
Outro fator é a emissão de calor por veículos e indústrias. A zona norte concentra as principais vias de tráfego pesado, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, além de polos industriais. O estudo do Inea estima que o calor antropogênico (gerado por atividades humanas) eleva a temperatura local em até 1,5°C (Inea, fontes de calor, 2024).
Impactos na saúde e no dia a dia
Temperaturas mais altas afetam diretamente a saúde da população. Em 2024, a Secretaria Municipal de Saúde registrou aumento de 12% nas internações por problemas respiratórios e cardiovasculares durante ondas de calor na zona norte. O calor intenso também reduz a produtividade e aumenta o consumo de energia para refrigeração.
Moradores relatam que o calor noturno atrapalha o sono. "A temperatura não baixa nem depois das 22h", afirma Carlos Silva, comerciante de Madureira. A sensação térmica elevada à noite é um dos principais desconfortos apontados em pesquisa do Inea com 1.200 moradores da região.
Medidas de mitigação
O estudo recomenda ações para reduzir o efeito de ilha de calor. A principal é ampliar a cobertura vegetal. Cada árvore adulta pode reduzir a temperatura em até 2°C no entorno imediato (Inea, arborização, 2024). A prefeitura já iniciou o plantio de 10 mil mudas em bairros como Penha e Ramos.
Outra medida é o uso de materiais refletores em telhados e calçadas. O programa "Telhado Frio" da prefeitura, em parceria com a UFRJ, já pintou 500 lajes com tinta branca refletiva, reduzindo a temperatura interna em até 4°C. A ampliação de áreas verdes em terrenos ociosos e a criação de parques lineares ao longo de canais também estão previstos no Plano de Adaptação Climática do município.
O papel das mudanças climáticas
Estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o aquecimento global pode intensificar as ilhas de calor no Rio de Janeiro. Até 2050, a temperatura média da cidade pode subir 2°C, com impactos mais severos na zona norte. O estudo do Inea reforça que medidas de mitigação são urgentes para evitar que o calor se torne insuportável.
Perguntas Frequentes
Por que a zona norte é mais quente que a zona sul?
A zona norte tem menos áreas verdes, maior densidade de construções e asfalto, e é menos ventilada pelos ventos marítimos. Esses fatores criam uma ilha de calor que eleva a temperatura em até 5°C.
Qual a diferença de temperatura entre zona norte e zona sul?
Segundo o Inea, a diferença média é de 3°C a 5°C, podendo chegar a 7°C em dias de verão sem vento.
O que a prefeitura está fazendo para reduzir o calor na zona norte?
A prefeitura implementa o plantio de árvores, o programa "Telhado Frio" e a criação de parques lineares. O Plano de Adaptação Climática prevê investimentos em arborização e materiais refletores.
Como o calor na zona norte afeta a saúde?
O calor intenso aumenta internações por problemas respiratórios e cardiovasculares, além de prejudicar o sono e a produtividade.
O que posso fazer para amenizar o calor em casa?
Pintar o telhado com tinta branca refletiva, plantar árvores no quintal e usar cortinas blackout ajudam a reduzir a temperatura interna. dicas para refrescar a casa sem ar condicionado
A newsletter de viagem da Eco Pantanal Extremo
Destinos escolhidos a dedo e roteiros sem pressa, no seu e-mail. De graça.