Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) confirma que a zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas médias, com diferenças que chegam a 3°C em relação à zona sul. O fenômeno, impulsionado pela urbanização e falta de áreas verdes, tem i
A zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas médias, aponta um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estudo, que analisou dados de estações meteorológicas e imagens de satélite entre 2010 e 2025, revela que bairros como Madureira, Penha e Irajá registram temperaturas até 3°C acima das observadas na zona sul, como Copacabana e Ipanema.
O que o estudo do Inpe revela
O monitoramento do Inpe mostra um quadro mais delicado para a zona norte. As temperaturas máximas médias anuais na região giram em torno de 32°C a 34°C, enquanto na zona sul ficam entre 29°C e 31°C. O fenômeno, conhecido como ilha de calor urbana, é impulsionado pela concentração de asfalto, concreto e edificações, que absorvem e retêm calor, combinada à menor presença de áreas verdes. O estudo aponta que a cobertura vegetal na zona norte é de aproximadamente 15%, contra 40% na zona sul.
Por que a zona norte é mais quente
A diferença térmica não é aleatória. A urbanização intensa, com ruas estreitas e poucos parques, dificulta a circulação de ventos e a evapotranspiração das plantas. Cada espécie sustenta o equilíbrio do bioma urbano: árvores como a sibipiruna e o ipê-roxo, comuns na cidade, podem reduzir a temperatura local em até 2°C, segundo dados da Prefeitura do Rio. A zona norte, no entanto, concentra 60% da população carioca e apenas 20% das áreas verdes públicas.
Impactos na saúde pública
O calor excessivo na zona norte não é apenas um desconforto. Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam que, durante ondas de calor, os atendimentos por insolação e desidratação aumentam 40% na região, em comparação com a média da cidade. O estudo do Inpe sugere que, sem intervenções de arborização e planejamento, as temperaturas podem subir mais 1,5°C até 2035.
O que pode ser feito
O monitoramento mostra que ações localizadas fazem diferença. A Prefeitura do Rio anunciou, em 2025, o plantio de 10 mil mudas de espécies nativas na zona norte, com foco em bairros como Bonsucesso e Ramos. Iniciativas como telhados verdes e pavimentos permeáveis também são apontadas pelo Inpe como soluções de médio prazo para reduzir a ilha de calor arborização urbana no Rio de Janeiro.
Perguntas Frequentes
Qual bairro da zona norte é o mais quente?
Segundo o Inpe, Madureira e Penha lideram as temperaturas máximas, com médias anuais de 34°C.
A zona sul também sofre com calor?
Sim, mas em menor intensidade. A zona sul tem temperaturas até 3°C mais amenas devido à brisa marítima e maior cobertura vegetal.
O estudo do Inpe é recente?
Sim, os dados foram atualizados em 2026 e cobrem o período de 2010 a 2025.
Como a falta de áreas verdes afeta o calor?
A evapotranspiração das plantas resfria o ar. Com menos árvores, o calor se acumula no asfalto e concreto.
Há previsão de melhora?
A Prefeitura do Rio planeja expandir a arborização, mas os resultados devem levar de 5 a 10 anos para serem percebidos.
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