Estudo do Instituto Pereira Passos e da UFRJ confirma que a zona norte do Rio de Janeiro registra as temperaturas mais elevadas da cidade, com diferenças de até 5°C em relação à zona sul. O fenômeno está ligado à urbanização e à falta de áreas verdes.
Zona norte é região do Rio com maiores temperaturas, aponta estudo
A zona norte do Rio de Janeiro concentra as temperaturas mais altas da cidade, com diferenças que chegam a 5°C em relação à zona sul, segundo estudo do Instituto Pereira Passos (IPP) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. O levantamento utilizou dados de satélite e estações meteorológicas entre 2010 e 2024, confirmando que bairros como Madureira, Penha e Cascadura são os mais quentes.
A zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas, aponta estudo do IPP e da UFRJ. A pesquisa mostra que bairros como Madureira e Penha registram até 5°C a mais que bairros da zona sul, como Leblon e Ipanema, devido à urbanização densa e à menor cobertura vegetal.
Por que a zona norte tem as temperaturas mais altas?
O fenômeno conhecido como ilha de calor explica a diferença. A zona norte tem maior densidade de construções, menos áreas verdes e mais superfícies impermeáveis, como asfalto e concreto, que retêm calor. De acordo com o estudo do IPP, a cobertura vegetal na zona norte é de apenas 12%, contra 35% na zona sul.
Urbanização intensa e falta de parques
A ocupação histórica da zona norte, com loteamentos populares e pouca arborização, agravou o aquecimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a zona norte tem a menor proporção de áreas verdes por habitante do município, com 1,5 m² por pessoa, enquanto a zona sul ultrapassa 15 m².
Ondas de calor e impacto na saúde
As temperaturas mais altas na zona norte têm consequências diretas para a saúde da população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que exposição prolongada a calor extremo pode causar desidratação, insolação e agravar doenças cardiovasculares. Durante a onda de calor de novembro de 2024, a zona norte registrou sensação térmica de 48°C, segundo o Sistema Alerta Rio.
Comparativo entre as regiões do Rio
O estudo do IPP detalha as médias de temperatura máxima por região:
| Região | Temperatura máxima média (verão) | Cobertura vegetal | |--------|----------------------------------|-------------------| | Zona norte | 38°C | 12% | | Zona oeste | 36°C | 18% | | Zona sul | 33°C | 35% | | Centro | 35°C | 20% |
Fonte: Instituto Pereira Passos, 2025.
Medidas para mitigar o calor na zona norte
A Prefeitura do Rio anunciou, em fevereiro de 2025, o programa "Rio Mais Verde", que prevê o plantio de 50 mil árvores na zona norte até 2028. Especialistas da UFRJ recomendam também a criação de corredores verdes e a substituição de superfícies escuras por pavimentos claros.
Para quem mora na região, algumas ações individuais ajudam a reduzir o impacto: usar telhados verdes, instalar toldos e manter janelas abertas à noite. Mas a solução estrutural depende de políticas públicas de arborização e planejamento urbano.
Perguntas Frequentes
Qual bairro da zona norte é mais quente?
Madureira e Penha são os bairros com as maiores temperaturas, segundo o estudo do IPP, com máximas que chegam a 39°C no verão.
A zona oeste também é mais quente que a zona sul?
Sim, a zona oeste tem temperaturas médias 3°C maiores que a zona sul, mas a zona norte lidera o ranking, com diferença de até 5°C.
O que causa a diferença de temperatura entre as regiões?
A principal causa é a urbanização: a zona norte tem menos árvores, mais asfalto e concreto, que absorvem e retêm calor. A topografia também influencia, já que a zona sul tem mais ventos e brisa marítima.
Como a prefeitura pretende reduzir o calor na zona norte?
O programa "Rio Mais Verde" prevê plantio de 50 mil árvores, criação de parques lineares e incentivo a telhados verdes em escolas e hospitais.
O aquecimento global vai piorar a situação?
Sim, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as ondas de calor devem se tornar mais frequentes e intensas no Rio de Janeiro até 2050. A zona norte será a região mais afetada, exigindo adaptação urgente.
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