Destinos Nacionais Atualizado em 07 de julho de 2026 por Felipe Akira

Um estudo do Instituto Pereira Passos confirma: a zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas. Fatores como urbanização densa, falta de áreas verdes e concentração de indústrias explicam o fenômeno. Entenda os dados e o que isso significa para os moradores

Zona norte é região do Rio com maiores temperaturas, aponta estudo

Um levantamento do Instituto Pereira Passos (IPP) confirma que a zona norte do Rio de Janeiro concentra as temperaturas mais altas da cidade. O estudo, que analisou séries históricas de 2010 a 2025, mostra que bairros como Madureira, Bonsucesso e Tijuca registram médias de 28°C a 32°C no verão, até 3°C acima de áreas como a zona sul e a Barra da Tijuca. O fenômeno é explicado por fatores urbanos e geográficos.

Sim, a zona norte é a região do Rio de Janeiro com as maiores temperaturas médias. Segundo o Instituto Pereira Passos (IPP), bairros como Madureira, Bonsucesso e Tijuca registram médias até 3°C acima de áreas como a zona sul. Fatores como alta densidade de construções, pouca arborização e tráfego intenso contribuem para a formação de ilhas de calor.

Por que a zona norte concentra as maiores temperaturas?

A explicação está na combinação de urbanização densa, falta de cobertura vegetal e concentração de fontes de calor artificiais. O estudo do IPP mostra que bairros com alta densidade de prédios e asfalto retêm mais calor durante o dia e liberam à noite, mantendo a temperatura elevada.

Densidade de construções e asfalto

Na zona norte, a ocupação é mais compacta que em outras regiões. Ruas estreitas, prédios altos e grande quantidade de concreto e asfalto formam uma superfície que absorve radiação solar. O IPP calcula que a área impermeabilizada na zona norte chega a 85% em bairros como Madureira e Bonsucesso, contra 40% na zona oeste.

Falta de áreas verdes

A vegetação urbana faz diferença direta na temperatura. Enquanto a zona sul tem 12 m² de área verde por habitante, a zona norte tem 3 m², segundo dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O IPP correlaciona essa diferença com as temperaturas mais altas.

Fontes de calor artificial

Tráfego intenso, indústrias e aparelhos de ar-condicionado liberam calor adicional. A zona norte concentra 60% do tráfego de caminhões da cidade, segundo a CET-Rio. Motores e sistemas de refrigeração elevam a temperatura local em até 1,5°C.

Impactos para quem mora na zona norte

Morar em uma região com temperaturas mais altas traz consequências práticas. O calor extremo afeta a saúde, o consumo de energia e a qualidade de vida.

Saúde e desconforto térmico

A exposição prolongada a temperaturas acima de 30°C aumenta o risco de desidratação, insolação e problemas cardiovasculares. A Secretaria Municipal de Saúde registrou aumento de 20% nos atendimentos por calor excessivo na zona norte durante os verões de 2024 e 2025.

Consumo de energia

Com o calor, o uso de ventiladores e ar-condicionado dispara. A Light, concessionária de energia do Rio, reporta que o consumo na zona norte é 30% maior que na zona sul durante os meses de verão. Isso pesa no bolso do morador.

Qualidade de vida

O calor intenso reduz a disposição para atividades ao ar livre e compromete o sono. Moradores de bairros como Tijuca e Vila Isabel relatam dificuldade para dormir em noites com temperatura acima de 26°C.

O que pode ser feito para reduzir o calor?

Medidas urbanas e individuais podem amenizar o problema. O estudo do IPP sugere ações prioritárias.

Arborização urbana

Plantar árvores nas ruas e criar praças com vegetação reduz a temperatura em até 2°C no entorno. A Prefeitura do Rio lançou em 2025 o programa "Rio Mais Verde", que prevê plantio de 50 mil mudas na zona norte até 2028.

Telhados e calçadas frios

Pintar telhados de branco ou usar materiais refletores diminui a absorção de calor. O IPP estima que essa medida poderia reduzir a temperatura local em 1°C a 1,5°C.

Redução do tráfego

Incentivar o transporte público e ciclovias diminui a emissão de calor dos motores. A CET-Rio planeja ampliar corredores de ônibus na zona norte.

Como se proteger do calor na zona norte?

Enquanto as medidas estruturais não saem do papel, você pode adotar hábitos que minimizam o desconforto.

  • Hidrate-se constantemente: beba água a cada hora, mesmo sem sede.
  • Evite sair entre 10h e 16h: horário de pico de radiação solar.
  • Use roupas leves: tecidos claros e de algodão ajudam a dissipar o calor.
  • Ventile o ambiente: abra janelas cedo e após o pôr do sol.
  • Invista em ventilação cruzada: posicione ventiladores para criar corrente de ar.

Para quem busca mais informações sobre adaptação ao calor urbano, veja dicas para enfrentar ondas de calor na cidade.

Perguntas Frequentes

A zona norte é sempre a região mais quente do Rio?

Sim, o estudo do IPP confirma que a zona norte lidera as temperaturas médias máximas na cidade, especialmente em bairros com menor arborização.

Qual bairro da zona norte tem a maior temperatura?

Madureira e Bonsucesso aparecem como os pontos mais quentes, com médias acima de 30°C no verão.

A zona oeste também é quente?

Sim, mas em menor escala. A zona oeste tem áreas com vegetação e menor densidade, o que reduz a temperatura em relação à zona norte.

O aquecimento global piora a situação na zona norte?

Sim. O IPP projeta que, com o aumento das temperaturas globais, a zona norte pode registrar médias 1°C a 2°C mais altas até 2040.

O que a prefeitura está fazendo para resolver?

O programa "Rio Mais Verde" e a ampliação de áreas de lazer com vegetação são as principais ações em andamento.

Como medir a temperatura no meu bairro?

Você pode consultar estações meteorológicas do INMET ou aplicativos como Climatempo, que usam dados oficiais.

Telhados frios funcionam de verdade?

Sim. Estudos do IPP indicam que telhados refletores reduzem a temperatura interna em até 3°C e a externa em 1°C.

Para entender melhor como as ilhas de calor se formam e como combatê-las, confira guia completo sobre ilhas de calor urbanas.

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