Destinos Nacionais Atualizado em 30 de junho de 2026 por Beatriz Lemos

A Reserva Ecológica do IBGE, no Distrito Federal, terá gestão apoiada pelo ICMBio. O acordo, firmado em 2025, visa fortalecer a proteção da biodiversidade local, com monitoramento e manejo integrados.

A Reserva Ecológica do IBGE, no Distrito Federal, passa a ter gestão apoiada pelo ICMBio a partir de 2025. O acordo, que integra esforços de conservação, pesquisa e monitoramento, visa fortalecer a proteção da biodiversidade do Cerrado. A iniciativa combina a expertise científica do IBGE com a experiência do ICMBio em unidades de conservação.

A Reserva Ecológica do IBGE, criada em 1978, ocupa uma área de 1.350 hectares no Distrito Federal, abrigando remanescentes de Cerrado. O local é referência para pesquisas sobre a flora e fauna do bioma, com mais de 2.000 espécies vegetais catalogadas e fauna diversa, incluindo espécies ameaçadas como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira (IBGE, dados de campo).

O ICMBio, autarquia federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, assume papel de co-gestor, oferecendo suporte técnico e operacional para manejo, fiscalização e educação ambiental. O acordo foi formalizado em março de 2025, durante cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença de representantes dos dois órgãos (ICMBio, nota oficial).

A parceria prevê a elaboração de um plano de manejo integrado, com ações de controle de espécies exóticas, recuperação de áreas degradadas e monitoramento de queimadas. Segundo o ICMBio, a previsão é que o plano seja concluído em 18 meses, com investimento inicial de R$ 2 milhões.

Para os gestores de turismo e viajantes conscientes, a notícia representa uma oportunidade de visitação mais estruturada. A reserva, que já recebe pesquisadores e estudantes, poderá abrir novas trilhas e atividades de ecoturismo, desde que alinhadas ao plano de manejo. O ICMBio informa que a visitação continuará mediante agendamento, com capacidade limitada a 100 pessoas por dia.

A iniciativa responde a uma demanda antiga de ambientalistas e cientistas, que apontavam a fragilidade da gestão exclusiva do IBGE diante de ameaças como incêndios e ocupações irregulares. Em 2024, a reserva registrou 12 focos de calor, segundo dados do INPE, o que reforça a necessidade de monitoramento conjunto.

diferença entre reserva particular e unidade de conservação

A integração com o ICMBio também abre caminho para a reserva integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o que garantiria maior proteção legal e acesso a recursos federais. O IBGE mantém a propriedade da área, mas a gestão compartilhada pode servir de modelo para outras reservas ecológicas em terrenos da União.

Perguntas Frequentes

O que é a Reserva Ecológica do IBGE?

A Reserva Ecológica do IBGE (RECOR) é uma área de 1.350 hectares no Distrito Federal, dedicada à pesquisa científica e conservação do Cerrado.

O que muda com a gestão apoiada pelo ICMBio?

O ICMBio passa a atuar como co-gestor, oferecendo suporte técnico e operacional para manejo, fiscalização e educação ambiental.

A reserva estará aberta para visitação?

Sim, mediante agendamento e com capacidade limitada a 100 pessoas por dia. As regras serão detalhadas no plano de manejo.

Qual o investimento previsto?

O acordo prevê investimento inicial de R$ 2 milhões para elaboração do plano de manejo e ações emergenciais.

A reserva faz parte do SNUC?

Ainda não, mas a gestão compartilhada pode facilitar sua inclusão no Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

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